26º CONSINASEFE debate desafios da expansão da rede e elege nova direção nacional
Seg, 02 de abril de 2012 13:20
Com o objetivo de debater os desafios trazidos pela expansão da rede federal de ensino básico, profissional e tecnológico e eleger a direção nacional para o período 2012-2014, teve início nesta quinta-feira (29/03), o 26º CONSINASEFE. A abertura do evento, em Brasília-DF, contou com a participação de mais de 400 pessoas, dentre delegados(as), observadores(as) e convidados(as).
Entidades convidadas e a coordenação geral do SINASEFE fizeram falas breves durante a mesa de abertura. Paulo Barela, representante da Central Sindical e Popular - CSP-Conlutas, destacou a necessidade de mobilização dos servidores federais, chamando atenção para a greve nacional prevista para 25 de abril. Fernando Rodal, da Confederação dos Educadores da América-CEA, defendeu que a consciência permanente da necessidade de lutar contribui para uma transformação cotidiana.
Josevaldo Cunha, representando o Sindicato Nacional dos Docentes da Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN, afirmou que a entidade deseja que as discussões do 26º CONSINASEFE fortaleçam o SINASEFE. Ana Carolina Sarmento, da Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico – FENET, destacou a importância de estreitar os laços entre os trabalhadores e a comunidade escolar para fortalecer a luta em defesa da educação pública. Sérgio Pedini, do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – CONIF, afirmou que a entidade tem interesse em construir uma agenda conjunta com o SINASEFE.
Análise de conjuntura
Analisando a conjuntura, Zé Maria (CSP-Conlutas) comentou os cenários nacional e internacional, chamando atenção para os processos de mobilização recentes. Ele defendeu a importância da participação dos trabalhadores(as) no 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, e também na greve nacional prevista para 25 de abril de 2012.
Fernando Rodal, da CEA, reforçou a análise sobre o cenário internacional e afirmou que a luta pela educação pública deve ser feita a nível mundial. Hélvio Mariano, do ANDES-SN, fez a crítica da situação de precarizacão na rede federal e das péssimas condições de trabalho em diversas instituições.
Os desafios do SINASEFE diante da expansão da rede
Representações das áreas sindical, de gestão e de pesquisa, enriqueceram o debate sobre o tema central do 26º CONSINASEFE, realizado no segundo dia do evento. Valério Arcary, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Paulo César Pereira, reitor do Instituto Federal do Goiás e Jonas Magalhães, pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, apresentaram diversos olhares sobre a expansão da rede federal.
Paulo César defendeu que os recursos do PRONATEC não podem mercantilizar a educação, e que o tratamento dado pelo programa às instituições pode estar equivocado. Destacou ainda a necessidade de articulação entre a rede federal e a educação estadual, defendendo que a qualificação contribui para a emancipação.
Jonas Magalhães, também comentando o PRONATEC, afirmou que a iniciativa não caminha com a defesa do ensino médio integrado e com a universalização da Educação. Para ele, não basta criar os institutos, é necessário criar as condições adequadas para o desenvolvimento das atividades.
Valério Arcary traçou um breve panorama histórico da rede federal, explicando alguns dos fundamentos do ensino técnico e profissionalizante no Brasil. Lembrou que os gestores não se dão conta que o funcionamento de uma escola é muito mais caro que a construção. Ele também fez a crítica à atual situação da Educação e à expansão da rede, que, segundo Arcary, não tem nenhum planejamento e não recebeu a contribuição das entidades sindicais. “Não somos soldados para receber ordens, somos sujeitos ativos”, destacou Valério.
Durante o debate do tema, participantes de vários estados apresentaram mais informações e posicionamentos sobre o tema. A maioria destacou que a participação dos trabalhadores no processo de formulação das políticas é fundamental para que a expansão seja feita de uma forma que não precarize o trabalho. Além disso, deve ser feita com o objetivo de manter a qualidade da educação oferecida nas instituições, e não apenas com visão quantitativa.
Previdência complementar
No terceiro dia de debates, Lucieni Pereira da Silva, auditora Federal de Controle Externo e diretora do Sindilegis, palestrou sobre a Previdência Complementar aprovada recentemente pelo Congresso.
Além das informações técnicas aprofundadas sobre o tema, Lucieni também frisou o quanto essa medida é prejudicial aos trabalhadores(as). Ela relembrou a mobilização para a rejeição do projeto de lei, no Senado e na Câmara, e destacou que a mobilização precisa ser ainda mais forte agora que o projeto deve virar lei e deve ser combatido pelos trabalhadores(as).
Eleições
Quatro chapas participaram do processo eleitoral do SINASEFE: Sinasefe Para Lutar, Inconfidentes – Avançando na Luta e na Democracia, Unidos Pela Base e Movimento Ética e Independência. Também foram eleitos os membros do novo Conselho Fiscal.
Números:
Eleitores: 384
Sinasefe para lutar: 188 (50,40%)
Inconfidentes Avançando na Luta e na Democracia: 33 (8,85%)
Unidos pela base: 96 (25,74%)
Movimento Ética e Independência: 56 (15,01%)
Abstenções: 3
Nulos: 8
Brancos: 0
Direção Nacional (Gestão 2012-2014)
COORDENAÇÃO GERAL:
Carlos David de Carvalho Lobão - SINTEF-PB
Gutenberg de Almeida Nascimento – SS. IFES-ES
Silvio de Jesus Rotter – SINDSIFCE-CE
COORDENAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS:
SECRETÁRIA GERAL: Flávia Maria de Carvalho SINTEF-GO
1º TESOUREIRO: Eulálio José do Lago Costa- SINDSIFCE-CE
2º TESOUREIRO: Edilberto Fernandes Syryczyk - SS. Colorado do Oeste- RO
COORDENAÇÃO DE PESSOAL:
DOCENTE: Carlos Magno Augusto Sampaio - SS. Santa Inês-BA
TÉCNICO-ADM: José Carlos de Souza – SS. Recife-PE
APOSENTADA: Marli Gonçalves Borges
COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO:
SECRETÁRIO: Bruno Andrade da Silva - SS. Belém-PA
SECRETÁRIA-ADJUNTO: Eugênia Tavares Martins– SINDSIFCE-CE
COORDENAÇÃO DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS E CULTURAIS:
SECRETÁRIA: Geovana Garcia Terra – SS. Rio do Sul-SC
SECRETÁRIO-ADJUNTO: Marcos Aurélio Neves - SS.CEFET-SC
COORDENAÇÃO DE FORMAÇÃO POLÍTICA E RELAÇÕES SINDICAIS:
SECRETÁRIO: David Moreno Montenegro – SINDSIFCE-CE
SECRETÁRIO-ADJUNTO: Luiz Sérgio Ribeiro – SINDSCOPE-RJ
COORDENAÇÃO JURÍDICA E RELAÇÃO DE TRABALHO:
SECRETÁRIO: Maria Aparecida da Silva Rodrigues - SS. Pimenta Bueno-RO
SECRETÁRIO-ADJUNTO: Shilton Roque dos Santos- SS. Natal-RN
SUPLENTES DA DIREÇÃO NACIONAL:
William do Nascimento Carvalho – SINDSCOPE-RJ
Silvana Alves Pedroso Ritalino Barbosa
Edmar da Rocha Marques– SINDSCOPE-RJ
Alexandre Fleming Vasques Bastos – SINTIETFAL-AL
Wolhfagon Costa de Araújo
Aluísio Gomes Coelho
Paulo Salvador Almeida
Marcelo Teixeira da Silva
Isaias dos Santos
Aldemir Versani de Souza Callou
Conselho Fiscal:
TITULARES:
Luis Clodoaldo Alves Lopes
Aquiles da Silva Santos
Jaime Pessanha Tavares
SUPLENTES:
Luiz Otávio Monteiro Barroso
Joir Benedito Proença Amorim
Claudemir Figueiredo Pessoa
quinta-feira, 5 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Acompanhe o 26º CONSINASEFE ao vivo pelo twitter http://twitcam.com/9a4lm
No período de 29 a 01 de abril acontece em Brasília-DF o 26º CONSINASEFE, acompanhe as transmissões pelo link: http://twitcam.com/9a4lm
Estão presentes ao evento os representando a Seção Sindical Porto Velho, Ederlan Cardoso dos Santos, Macario da Silva Feitosa e Erick Antônio Souza de Castro.
Estão presentes ao evento os representando a Seção Sindical Porto Velho, Ederlan Cardoso dos Santos, Macario da Silva Feitosa e Erick Antônio Souza de Castro.
quarta-feira, 28 de março de 2012
SINASEFE se reúne com o MEC: confira o relatório
| No último dia 22 de março o SINASEFE se reuniu com o Ministério da Educação, confira mais informações no relatório da reunião. |
Aprovada PEC que concede benefício integral para servidores públicos aposentados por invalidez
Senado aprovou no dia 20 de março deste ano, a PEC 5/12, que concede benefício integral para servidores públicos aposentados por invalidez, com salário integral e paridade dos vencimentos aos funcionários da ativa.
A PEC será promulgada pelos deputados e senadores. Depois, a União, estados e municípios terão 180 dias para rever os benefícios de quem estiver nessas condições e dos pensionistas relacionados à esse tipo de aposentadoria.
A regra vale para servidores públicos federais, estaduais e municipais que tiverem se aposentado por invalidez a partir de 1º de janeiro de 2004.
A proposta corrige a defasagem causada pela primeira reforma da previdência em relação aos servidores que já estavam aposentados por invalidez permanente. Eles tiveram redução de proventos por não alcançarem o tempo mínimo de contribuição e idade quando se aposentaram.
Vale destacar que o SINASEFE defende o pagamento retroativo do pagamento para milhares de servidores que vinham sendo prejudicados com a redução de suas aposentadorias. Caso o governo mantenha-se indiferente a isso, com certeza teremos que enfrentar uma nova demanda judicial. Solicitamos que desde já as Seções se organizem para um novo enfrentamento.
Vale destacar que o SINASEFE defende o pagamento retroativo do pagamento para milhares de servidores que vinham sendo prejudicados com a redução de suas aposentadorias. Caso o governo mantenha-se indiferente a isso, com certeza teremos que enfrentar uma nova demanda judicial. Solicitamos que desde já as Seções se organizem para um novo enfrentamento.
SINASEFE NACIONAL
A PEC será promulgada pelos deputados e senadores. Depois, a União, estados e municípios terão 180 dias para rever os benefícios de quem estiver nessas condições e dos pensionistas relacionados à esse tipo de aposentadoria.
A regra vale para servidores públicos federais, estaduais e municipais que tiverem se aposentado por invalidez a partir de 1º de janeiro de 2004.
A proposta corrige a defasagem causada pela primeira reforma da previdência em relação aos servidores que já estavam aposentados por invalidez permanente. Eles tiveram redução de proventos por não alcançarem o tempo mínimo de contribuição e idade quando se aposentaram.
Vale destacar que o SINASEFE defende o pagamento retroativo do pagamento para milhares de servidores que vinham sendo prejudicados com a redução de suas aposentadorias. Caso o governo mantenha-se indiferente a isso, com certeza teremos que enfrentar uma nova demanda judicial. Solicitamos que desde já as Seções se organizem para um novo enfrentamento.
Vale destacar que o SINASEFE defende o pagamento retroativo do pagamento para milhares de servidores que vinham sendo prejudicados com a redução de suas aposentadorias. Caso o governo mantenha-se indiferente a isso, com certeza teremos que enfrentar uma nova demanda judicial. Solicitamos que desde já as Seções se organizem para um novo enfrentamento.
SINASEFE NACIONAL
sábado, 10 de março de 2012
SINASEFE/Seção Porto Velho apoia greve da educação em Rondônia
Trabalhadores em educação fazem passeata e interditam avenidas no centro de Porto Velho
Os trabalhadores em educação estaduais, em greve desde o dia 23 de fevereiro, promoveram uma passeata pelas principais ruas do centro comercial de Porto Velho na manhã desta sexta-feira.

O protesto, que começou em frente ao Palácio do Governo, teve a participação de aproximadamente dois mil professores e técnicos administrativos educacionais da Capital e do interior.
A passeata percorreu a avenida 7 de Setembro, Rua Marechal Deodoro, Avenida Carlos, Gomes, e retornou ao Palácio do Governo pela Avenida Presidente Dutra, terminando com os trabalhadores em educação dando um abraço simbólico no Palácio e com a oração "Pai Nosso".
Durante a manifestação os grevistas se revezavam ao microfone para chamar a atenção dos comerciantes, dos empregados do comércio, e da sociedade em geral, para os problemas da educação.
A categoria denunciou que o salário da educação em Rondônia é o mais baixo entre todos os servidores do Poder Executivo. O salário dos profissionais em Rondônia, que já foi o terceiro melhor do país, hoje está entre os cinco piores de todos os estados.
O Sintero esperava para a manhã desta sexta-feira mais uma rodada de negociação com o governo do Estado para tratar da proposta apresentada quarta-feira pela Casa Civil e pela Seduc. No entanto, o governo adiou a reunião para segunda-feira.
Na segunda-feira mais caravanas do interior são esperadas para novas manifestações em Porto Velho, e na terça-feira haverá assembleias simultâneas em todas as Regionais para que a categoria possa avaliar a proposta do governo.
Por enquanto as assembleias de trabalhadores tem decidido que a greve deve continuar. Em algumas localidades a adesão é de 100%, enquanto que em outras, há escolas funcionando precariamente com professores emergenciais.
O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, disse que está do lado dos trabalhadores em educação até o fim, e que a greve só acaba quando a categoria decidir, quando o governo apresentar uma proposta que atenda às necessidades dos profissionais da educação.
Os trabalhadores em educação estaduais, em greve desde o dia 23 de fevereiro, promoveram uma passeata pelas principais ruas do centro comercial de Porto Velho na manhã desta sexta-feira.

O protesto, que começou em frente ao Palácio do Governo, teve a participação de aproximadamente dois mil professores e técnicos administrativos educacionais da Capital e do interior.
A passeata percorreu a avenida 7 de Setembro, Rua Marechal Deodoro, Avenida Carlos, Gomes, e retornou ao Palácio do Governo pela Avenida Presidente Dutra, terminando com os trabalhadores em educação dando um abraço simbólico no Palácio e com a oração "Pai Nosso".
Durante a manifestação os grevistas se revezavam ao microfone para chamar a atenção dos comerciantes, dos empregados do comércio, e da sociedade em geral, para os problemas da educação.
A categoria denunciou que o salário da educação em Rondônia é o mais baixo entre todos os servidores do Poder Executivo. O salário dos profissionais em Rondônia, que já foi o terceiro melhor do país, hoje está entre os cinco piores de todos os estados.
O Sintero esperava para a manhã desta sexta-feira mais uma rodada de negociação com o governo do Estado para tratar da proposta apresentada quarta-feira pela Casa Civil e pela Seduc. No entanto, o governo adiou a reunião para segunda-feira.Na segunda-feira mais caravanas do interior são esperadas para novas manifestações em Porto Velho, e na terça-feira haverá assembleias simultâneas em todas as Regionais para que a categoria possa avaliar a proposta do governo.
Por enquanto as assembleias de trabalhadores tem decidido que a greve deve continuar. Em algumas localidades a adesão é de 100%, enquanto que em outras, há escolas funcionando precariamente com professores emergenciais.
O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, disse que está do lado dos trabalhadores em educação até o fim, e que a greve só acaba quando a categoria decidir, quando o governo apresentar uma proposta que atenda às necessidades dos profissionais da educação.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia das Mulheres e um pouco de história
Quer conhecer mais sobre o Dia das Mulheres e a atualidade do tema, acesse a matéria do Jornal Brasil de Fato que fez um resgate sobre o Dia Internacional da Mulher e a busca da memória perdida.
Já o Núcleo Piratininga de Comunicação traz este ano a Cartilha sobre os 101 anos do Dia da Mulher, que é baseada em uma longa pesquisa. O texto explica como se espalhou o mito das 129 mulheres queimadas vivas, no ano de 1857 em Nova Iorque, versão que esconde a origem socialista da data. Na verdade, o 8 de Março foi consagrado por uma greve de operárias em 1917 que, sem querer, foi o estopim da grande Revolução Russa. Logo em seguida, em 1919, a 3ª Internacional declarou esta data como o dia mundial da luta das mulheres.
Mais informações no http://www.piratininga.org.br/
Já o Núcleo Piratininga de Comunicação traz este ano a Cartilha sobre os 101 anos do Dia da Mulher, que é baseada em uma longa pesquisa. O texto explica como se espalhou o mito das 129 mulheres queimadas vivas, no ano de 1857 em Nova Iorque, versão que esconde a origem socialista da data. Na verdade, o 8 de Março foi consagrado por uma greve de operárias em 1917 que, sem querer, foi o estopim da grande Revolução Russa. Logo em seguida, em 1919, a 3ª Internacional declarou esta data como o dia mundial da luta das mulheres.
Mais informações no http://www.piratininga.org.br/
Dia Internacional de Luta das Mulheres - 2012*
Declaração da Marcha Mundial das Mulheres
Neste 8 de março, nós, as mulheres da Marcha Mundial das Mulheres, seguimos marchando, resistindo, e construindo um mundo para nós, os outros, os povos, os seres vivos e a natureza. Nossas ações continuam enfrentando embates com o paradigma mortal do capitalismo, com suas falsas soluções para as crises e com a ideologia fundamentalista conservadora.
Vivemos uma crise do sistema capitalista, racista e patriarcal que, para se sustentar, impõe brutais “medidas de austeridade” que obrigam a nós, os povos, a pagar por uma crise que não provocamos: são cortes nos orçamentos de todos os serviços sociais, diminuição de salários e de pensões, estímulo a guerras e avanço da mercantilização de todas as esferas da vida. Nós, as mulheres, pagamos o preço mais alto: somos as primeiras a ser demitidas e, além das tarefas domésticas mais habituais, somos obrigadas a assumir as funções antes cobertas pelos serviços sociais. Tais medidas carregam o peso da ideologia patriarcal, capitalista e racista e são expressão de políticas de incentivo para que voltemos ao mundo privado, ao mesmo tempo que estimulam o avanço da prostituição e da venda das mulheres, o aumento da violência contra nós, o tráfico e as migrações.
Denunciamos a contínua imposição de acordos de livre comércio, que tentam transformar os bens comuns como saúde, educação e água em mercadorias, e aprofundam um mercado de exploração da mão de obra barata nos países do Sul. Recusamos a cultura do consumo que empobrece mais as comunidades, gerando dependência e exterminando as produções locais.
Nos solidarizamos com as mulheres em luta na Europa, especialmente na Grécia mas também em Portugal, Galicia, Estado Espanhol, Itália e Macedônia, que se estão organizando para resistir à ofensiva neoliberal e retrógrada promovida pelas instituições financeiras e políticas, e seus próprios governos, a serviço dos interesses das corporações transnacionais. Nos solidarizamos também com todas as mulheres do Sul que enfrentam a fome, a pobreza, a superexploração do trabalho e a violência, mas que seguem construindo sua resistência.
Trecho extraído do Jornal Brasil de Fato.
Neste 8 de março, nós, as mulheres da Marcha Mundial das Mulheres, seguimos marchando, resistindo, e construindo um mundo para nós, os outros, os povos, os seres vivos e a natureza. Nossas ações continuam enfrentando embates com o paradigma mortal do capitalismo, com suas falsas soluções para as crises e com a ideologia fundamentalista conservadora.
Vivemos uma crise do sistema capitalista, racista e patriarcal que, para se sustentar, impõe brutais “medidas de austeridade” que obrigam a nós, os povos, a pagar por uma crise que não provocamos: são cortes nos orçamentos de todos os serviços sociais, diminuição de salários e de pensões, estímulo a guerras e avanço da mercantilização de todas as esferas da vida. Nós, as mulheres, pagamos o preço mais alto: somos as primeiras a ser demitidas e, além das tarefas domésticas mais habituais, somos obrigadas a assumir as funções antes cobertas pelos serviços sociais. Tais medidas carregam o peso da ideologia patriarcal, capitalista e racista e são expressão de políticas de incentivo para que voltemos ao mundo privado, ao mesmo tempo que estimulam o avanço da prostituição e da venda das mulheres, o aumento da violência contra nós, o tráfico e as migrações.
Denunciamos a contínua imposição de acordos de livre comércio, que tentam transformar os bens comuns como saúde, educação e água em mercadorias, e aprofundam um mercado de exploração da mão de obra barata nos países do Sul. Recusamos a cultura do consumo que empobrece mais as comunidades, gerando dependência e exterminando as produções locais.
Nos solidarizamos com as mulheres em luta na Europa, especialmente na Grécia mas também em Portugal, Galicia, Estado Espanhol, Itália e Macedônia, que se estão organizando para resistir à ofensiva neoliberal e retrógrada promovida pelas instituições financeiras e políticas, e seus próprios governos, a serviço dos interesses das corporações transnacionais. Nos solidarizamos também com todas as mulheres do Sul que enfrentam a fome, a pobreza, a superexploração do trabalho e a violência, mas que seguem construindo sua resistência.
Trecho extraído do Jornal Brasil de Fato.
Assinar:
Postagens (Atom)
