sábado, 21 de junho de 2014

Relato da experiência vivenciada na 123ª plenária do SINASEFE

Confira abaixo o relato feito pelos professores Ênio Gomes e Reginaldo Souza sobre os debates da 123ª PLENA do SINASEFE, realizada em Brasília nos dias 14 e 15 de junho. Eles representaram a Seção Porto Velho. Os demais informes da PLENA serão repassados à categoria na assembleia marcada para a próxima quarta-feira, dia 25 de junho, a partir das 17h15, no Câmpus Porto Velho, em sala de aula a ser confirmada.



    Nos dias quatorze e quinze do corrente mês nós tivemos a oportunidade de participar das discussões da 123ª plena de nosso sindicato, que sem detrimento aos outros temas, o debate girou em torno da greve nacional dos professores EBTT 2014.  Neste momento histórico, tivemos a oportunidade de observar um movimento forte e vibrante. Em que o desânimo é palatinamente transformado em otimismo, as fraquezas dão lugar à força e à certeza da vitória, à medida que as experiências vivenciadas pelas bases são compartilhadas.


    Companheiros, observamos nestes dois dias, inúmeros relatos de assédio moral, intolerância ao movimento grevista EBTT, a truculência do governo do governo, que além de insistir em não abrir o canal de diálogo, não tem medido esforços para criminalizar todo e qualquer movimento paredista. Deixando, claro, que seus interesses há muito tempo já não se aliam com os dos trabalhadores e que firmou novo compromisso com as elites oligarcas deste país.  


    Neste contexto, nos chamou a atenção a palestra proferida pela Prof.ª Maria Lucia Fattorelli, intitulada: Auditoria Cidadã da Dívida Pública, que pode ser melhor visualizada no site: http://www.auditoriacidada.org.br/. Nesta palestra, a partir do levantamento de dados contundentes e oficiais, a referida professora deixa claro o motivo de a educação, dentre os outros setores não possuírem recursos para que seus serviços sejam oferecidos com qualidade. Segundo, Fattorelli, 42, 04% dos R$ 1,783 trilhão do orçamento geral da união são gastos para o pagamento dos juros e amortização da dívida pública brasileira, que tem como agravante a obscuridade dos fatores que levaram essa dívida a chegar às proporções atuais. De tal modo  que a dívida pública tem se configurado como Instrumento do Poder Financeiro, que a utiliza como um mecanismo de transferência de recursos do setor público para o setor financeiro privado.


    Por fim, companheiros, verificamos que a correlação de forças, entre os movimentos sociais e as elites representados (instituídas)  na figura do Estado brasileiro, são extremamente desiguais.  Como pode ser observado no site do SINASEFE, pelo link: http://www.sinasefe.org.br/v3/index.php/noticias-da-greve/1053-qdilma-escuta-na-copa-vai-ter-lutaq-sinasefe-fortalece-manifestacao-em-brasilia-. Nos deixou estarrecidos, ainda, o tamanho da força policial mobilizada para conter a manifestação realizada em Brasília no último dia quatorze de junho. Onde, pouco mais de cento e cinquenta manifestantes, em sua maioria professores e técnicos do IF(s), foram contidos por mais de três mil policiais, entre infantaria, cavalaria e tropo de choque. Deixando, claro que vivemos um estado de sítio, neste país, atualmente  governado pela FIFA.   
   


Por:  Prof. Ênio Gomes e Prof. Reginaldo M. S. Souza

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